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terça-feira, dezembro 13, 2011

ENERGIA

"A energia não pode ser criada nem destruída, somente transformada."

Primeira Lei da Termodinâmica - Princípio da Conservação de Energia

"A entropia - grau de desordem - de um sistema fechado aumenta continuamente"

Segunda Lei da Termodinâmica - Lei da Entropia

     O mais trivial que se pode dizer sobre energia é que o termo abarca um conceito com múltiplos aspectos. Existe, de fato, uma explicação específica no âmbito da Física, uma conceituação técnica e econômica ligada à produção e ao consumo e, uma terceira acepção dada pela percepção comum. A utilização do conceito, portanto, é variada e, freqüentemente, equivocada considerando as circunstâncias em que o termo é empregado ou pensado, algumas vezes com significados vagos, "vez por outra até esotéricos".

     O termo energia vem do grego - "energéia" - e, conforme a sua formulação, é quase sinônimo de trabalho. Para fins científicos e genéricos, a definição mais usual trata energia como a capacidade de produzir trabalho.

     Durante quase todo o seu tempo histórico, o Homem dispôs somente da energia de sua própria força muscular e da tração animal, do calor da lenha e da captação do movimento das águas e dos ventos. A invenção da máquina a vapor há trezentos anos e a utilização do petróleo a partir do século XIX possibilitaram novas condições e qualidade de vida, mas criaram também novas situações econômicas, sociais e ambientais na busca dessa energia.

     Atualmente, estima-se que aproximadamente um terço da população mundial não tem acesso à energia elétrica e, mesmo em sociedades mais industrializadas, com padrão de vida melhor, ainda coexistem formas rudimentares de transformação e uso da energia.

     A Ásia é o maior continente produtor de energia (34% do total), seguida da América (31,1%) e da Europa (25,6%). A América do Norte é o maior consumidor, principalmente os Estados Unidos que consomem mais de um terço do total produzido (Almanaque Abril 2001).

     A produção mundial de energia, em 1997, segundo os dados da Agência Internacional de Energia, somou o equivalente a 9,5 mil megatoneladas de petróleo, dos quais 86,2% são provenientes de fontes não renováveis - carvão, gás natural e petróleo. As reservas conhecidas de petróleo devem durar apenas mais 75 anos; as de gás natural, um pouco mais de 100 anos; as reservas de carvão, aproximadamente 200 anos. Embora tenham uso crescente, as fontes renováveis, aquelas que podem se renovar espontaneamente (água, sol e vento) ou por medidas de conservação (vegetação) - são responsáveis por apenas 13,8% do total produzido. (Id.).



Principais Fontes de Energia Primária

Fonte/ Parte do Total Produzido (%):

Petróleo /35,8

Carvão/ 23,7

Gás natural/ 20,1

Energia nuclear/ 6,6

Outras*/ 13,8

*Combustíveis renováveis e de resíduos (11,1%), energia hidroelétrica (2,3%), geotérmica, solar e eólica (0,4%)



Dados: Agência Internacional de Energia, dados de 1997



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Site: http://www.guiafloripa.com.br/energia/energia/index.php

CLIMA: SÓ UM ACORDO GLOBAL SALVA O PLANETA?

Segue abaixo uma reportagem da Revista Exame, do dia 12/12/2011.

Mais uma COP termina sem definir ações urgentes de combate ao aquecimento global; para especialistas, acordos entre países-chave podem ajudar a resolver a crise climática


     São Paulo - Todos os anos, a Organização das Nações Unidas (ONU), com seus 193 estados-membros, se reúne em algum lugar do mundo para discutir as mudanças climáticas e, principalmente, tentar chegar a um acordo global para redução das emissões de gases efeito estufa. Todos os anos (com exceção de Kyoto, em 1997), o intento é frustrado. Embora não pareça, a sina se cumpriu novamente nas negociações da COP17, que terminou neste domingo, depois de 16 dias de intensos debates na África do Sul.

     Sem a adesão de grandes poluidores, como Estados Unidos e China, a extensão de Kyoto por mais cinco anos, como previsto em Durban, não promete conquistas determinantes de combate ao aquecimento, principalmente porque a União Europeia já reduziu consideravelmente suas emissões. Aprovada no último dia do encontro, em plena madrugada de domingo, a extensão do Protocolo pode ser encarada como um ato de desespero da Cúpula para evitar mais um fracasso da reunião do clima da ONU.

     Para Katharine Hayhoe, climatologista americana da Universidade do Texas, em cada conferência sobre o clima desde Kioto, os países se comprometem em reduzir emissões de carbono, mas na prática sempre colocam os seus próprios interesses nacionais e econômicos em primeiro lugar. "Obviamente, as possibilidades de progresso dentro deste modelo parecem bastante limitadas", critica.

     Diante deste cenário de ceticismo e descrença em relação às negociações climáticas da ONU, uma pergunta se torna inevitável: Só um acordo global pode combater o aquecimento e salvar o planeta? Os especialistas ouvidos por EXAME.com respondem que não e apontam outros meios.

     Steve Zebiak, diretor geral do Instituto Internacional de Pesquisa em Clima e Sociedade, da Universidade de Columbia, diz que um tratado abrangente global não é o único caminho, nem mesmo a forma mais prática, para enfrentar o desafio das alterações climáticas no presente. "Pode ser mais fácil e eficaz se concentrar em acordos entre os países-chave para abordar questões específicas dentro da agenda da mudança climática", diz.

     Viola, da UNB, defende essa ideia há tempos. Para o especialista, o caminho mais claro e consistente para se alcançar um novo acordo global sobre o clima deveria ser discutido nas relações bilaterais entre potências ou dentro do G20, grupo que concentra os maiores emissores de carbono do planeta e que possui mais recursos para financiar ações de mitigação às mudanças climáticas.

     "Um acordo dentro do G20 torna tudo mais fácil", defende. "O problema é que, no curto prazo, vejo o mundo preocupado com uma recessão econômica e pouco dedicado à solução dos problemas climáticos", ressalva. Em seguida, tem-se um segundo estrato de emissores relevantes, que inclui Rússia, Índia, Brasil, Japão e México, que também podem negociar entre si. Há ainda um terceiro grupo, que engloba países como Coreia do Sul, África do Sul, Nigéria, Irã, Arábia Saudita, Tailândia, Egito, Turquia e Ucrânia.

     Mas há um acordo em especial capaz de redesenhar o rumo das discussões climáticas e o destino do planeta. O pacto de maior potencial de combate ao aquecimento global seria um entre China e Estados Unidos, no qual os dois maiores emissores de gases efeito estufa se comprometessem à reduzir suas emissões.

     Um acordo como esse poderia garantir a transferência de tecnologia nuclear dos EUA para a China, que fecharia suas usinas termelétricas à carvão, o grande vilão da poluição chinesa. O pacto também poderia inserir inserir a variável "carbono" no comércio bilateral e nos investimentos entre os dois países. "Aí o mundo mudaria de fato", diz Viola.

    
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Site: http://exame.abril.com.br/economia/meio-ambiente-e-energia/noticias/clima-so-um-acordo-global-pode-salvar-o-planeta?page=3&slug_name=clima-so-um-acordo-global-pode-salvar-o-planeta.



Fontes Alternativas e/ou Renováveis de Energia


Energia Solar
 
Nas últimas três décadas, o aproveitamento da energia solar para aplicações diversas tem sido bastante destacado, especialmente em países tropicais e subtropicais, como o Brasil, que dispõem de condições excelentes de radiação solar ao longo do ano. As experiências visando a utilização de energia solar para diversos fins datam de tempos remotos. A história registra que, no século I, Herão de Alexandria já havia construído um dispositivo para bombeamento de água empregando o calor do sol como fonte térmica.
 
O uso direto da energia solar tem três atrativos principais: primeiro, sua capacidade de renovação, quase infinita, considerando a escala de tempo humana. Segundo, está relacionada com a proporção menor de impactos ambientais, quando comparada com aqueles provenientes da exploração e do uso de energias fóssil e nuclear. O terceiro é a viabilidade de aplicação junto às fontes consumidoras, o que elimina a necessidade de transporte através de grandes distâncias.
 
O uso direto da energia solar pode ser feito de duas formas: como fonte de luz e calor ou para produção de eletricidade. Uma maneira de aproveitar mais eficientemente a energia solar incidente é através do uso de coletores térmicos, dispositivos capazes de transformar a luz do sol em calor, que pode ser utilizado diretamente no aquecimento de água para consumo doméstico. Outra maneira é converter a energia solar diretamente em energia elétrica, utilizando células fotovoltaicas revestidas de semicondutores que, ao absorver luz, produzem uma pequena corrente elétrica.
 
Devido aos elevados custos de fabricação e manutenção, a utilização dessas células não oferece vantagem para extenso uso comercial, a não ser em pequenas usinas elétricas em regiões muito distantes de geradoras hidro ou termoelétricas. Atualmente, existem projetos de produção de eletricidade via satélite, captando e convertendo a energia solar, por meio de grandes painéis ao redor do planeta, em eletricidade que será transmitida para a Terra por microondas.
 
O uso indireto da energia solar ocorre através do aproveitamento da biomassa, do vento, das marés, dos gradientes de temperatura da água oceânica, dos combustíveis vegetais e fósseis.
 
  
Biomassa

 
Cerca de 0,02% da energia solar incidente sobre a Terra é utilizada no processo biológico da fotossíntese que transforma a energia luminosa recebida em energia química. Esse processo é o responsável também pela formação de biomassa que constitui uma fonte de energia renovável aproveitada de muitas maneiras: na forma de alimento (carnes, frutas, peixes, legumes, etc), como combustível direto (lenha, casca de babaçu, bagaço de cana, gás natural, etc) e combustível indireto por meio de óleos vegetais (mamona, soja, dendê) e de álcoois (etílico e metílico convertidos da madeira, da cana-de-açúcar, do sorgo sacarino, da mandioca, etc).
 
Os óleos vegetais e os álcoois possuem capacidade para substituir o óleo combustível e a gasolina, respectivamente. Ainda existem possibilidades tecnológicas para realizar conversões fotoquímicas, promovendo a dissociação da água por intermédio das algas, o que poderá vir a ser, no longo prazo, uma forma de obter hidrogênio combustível.
 
O biogás oriundo da biomassa é uma fonte de energia relativamente barata, renovável e eficiente, além de não poluente. O subproduto desse processo é um excelente fertilizante. Outra vantagem é o aproveitamento de um material que, para ser eliminado ou tratado, necessitaria de mais consumo de energia. Os problemas mais críticos para a produção do biogás são os controles do pH e da temperatura durante o estágio final de degradação dos resíduos orgânicos.
 
A cana-de-açúcar e o sorgo sacarino são exemplos de vegetais com boa eficiência de conversão, o que os torna, potencialmente, matéria-prima para a extração de álcool. O processo de obtenção dos álcoois etílico e metílico, com a fermentação e destilação de vegetais como a batata, a beterraba, o milho, a cevada e outros cereais, é conhecido há muito tempo. No entanto, seu uso como combustível é muito recente, datando da Primeira Guerra Mundial. No Brasil, o Plano Nacional do Álcool - PROÁLCOOL - mostrou uma perspectiva de obter um combustível automotivo substituto, reduzindo em setenta por cento o consumo de gasolina.
 
Para a geração de eletricidade, em média e larga escala, ainda não há condições de competitividade da biomassa com os combustíveis fósseis, em vista dos custos econômicos. Também persistem alguns problemas no que se refere aos processos de manejo e conversão. Para pequenas populações dispersas, no meio rural ou em localidades isoladas, onde as condições de extensão da rede elétrica e a logística de transporte de combustível são mais difíceis, a biomassa pode resultar na solução menos dispendiosa, garantindo ainda o aproveitamento dos próprios recursos locais. O Brasil utiliza para cultivo agrícola somente 7,5% dos 851 milhões de hectares de terras que possui. A implantação de cultivos de biomassa pode ser uma alternativa lucrativa para os proprietários rurais que poderão utilizá-los, como cultivo complementar, na geração de energia para consumo próprio e ainda prover uma fonte de renda adicional para a agroindústria e o setor moveleiro circunvizinhos.
 
A utilização de biomassa, para fins energéticos, é tão antiga quanto a própria civilização. Até o século XVIII, a principal fonte de energia era a lenha. Nos séculos XIX e XX, com a progressiva introdução comercial dos combustíveis fósseis, a biomassa assumiu um plano secundário na matriz energética global, entrando na lista das fontes de geração consideradas alternativas, junto com as energias solar e eólica.
 
 
Energia Éolica

 
O vento, assim como a água, foi uma das fontes de energia mais utilizadas pelo homem. Restos de um barco a vela encontrados em um túmulo sumeriano, datado de 4000 aC, são os indícios do primeiro uso histórico da energia eólica pela humanidade. Contudo, foram os fenícios, pioneiros na navegação comercial, que começaram a utilizar, por volta de 1000 aC, barcos movidos pela força dos ventos. As embarcações movidas a vela evoluíram até o desenvolvimento das caravelas no século XIII e dominaram os mares até o começo do século XIX, quando surgiu o navio a vapor.
 
Há indicações, a partir do século X, que apontam o uso de moinhos de vento para bombear água e moer grãos. Durante os dois séculos seguintes, os moinhos foram projetados de acordo com as condições geográficas para obter melhor aproveitamento do sentido predominante dos ventos, mantendo o eixo motor numa direção fixa. Na Holanda, durante o século XV, começaram a surgir moinhos com cúpula giratória, que permitia posicionar o eixo das pás na direção dos ventos. Com a Revolução Industrial, os moinhos de vento sofreram modificações para se adaptar à velocidade constante necessária para manter o ritmo de produção. Neste período são criados os primeiros sistemas de controle e de potência que permitiram aperfeiçoar e integrar os moinhos de vento a estas unidades produtivas.
 
A descoberta de novas tecnologias e o aperfeiçoamento desses sistemas evoluíram até chegar às atuais turbinas eólicas que vem sendo empregada em larga escala nos países desenvolvidos desde o início da década de 1990, normalmente com subsídios governamentais.
 
As pesquisas atuais se concentram nos novos materiais que permitam desenvolver turbinas de maior porte, com potência maior que as existentes (2 MW). Na costa oeste dos Estados Unidos, no norte da Alemanha e na Dinamarca, a energia eólica funciona como complemento à geração elétrica convencional. A região litorânea brasileira, em particular no Nordeste em função dos regimes de bons ventos, é considerada apta para instalação de parques eólicos. No litoral do Ceará, já estão instalados mais de 15 MW de geração eólica complementar à rede, a maioria por iniciativa privada.
 
 
Pilhas Combustível

 
Devido à alta eficiência e as baixíssimas emissões de ruído e poluentes, a aplicação de pilhas combustível, também chamadas de células combustível, para geração de energia elétrica e propulsão de veículos pode vir a ser um dos grandes avanços tecnológicos da próxima década.
 
De maneira semelhante às baterias, essas pilhas convertem a energia química de um combustível (hidrogênio) em eletricidade na forma de corrente contínua. No entanto, não descarregam nem necessitam de recarregamento periódico; a produção de eletricidade se mantêm enquanto existir suprimento de combustível e de oxidante para formar a reação. Como a essência do processo é inversa ao da hidrólise, os produtos gerados são basicamente energia elétrica, calor e água, e uma quantidade muito reduzida de poluentes (óxidos de nitrogênio e enxofre, hidrocarbonetos e carbono).
 
Apesar de terem concepção teórica conhecida desde meados do século XIX, as pilhas combustível não tiveram desenvolvimento comercial até 1950 devido a problemas com materiais e ao conhecimento científico limitado sobre as reações eletroquímicas necessárias. Nessa época, em função da necessidade de dispositivos compactos de geração de energia como suporte aos projetos de exploração espacial, as pesquisas de pilhas combustíveis foram retomadas. Depois disso, Estados Unidos, Japão e Europa investiram em diversos projetos para torná-las atrativas comercialmente.
 
Além da alta eficiência e dos níveis muito baixo de emissões poluentes, essas pilhas possuem atrativos operacionais pela montagem em unidades modulares compactas, pré-montadas na fábrica com pequeno tempo de construção, e possibilitam complementar a capacidade existente de operação, reduzindo a demanda de picos e perdas de energia.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:


quarta-feira, novembro 16, 2011

Tema Gerador: ENERGIA

OLÁ PESSOAL, 
O tema gerador “Energia” está sendo desenvolvido por nós, Renan Lopes Rodrigues e Sabrina Mara Tristão, com o intuito de relacionarmos um problema referente à ele com o meio ambiente, a biologia e a cidade de Ribeirão Preto.
                No primeiro passo dado no projeto, tentamos relacionar a busca energética com o meio ambiente e a biologia. Concluímos que um ponto viável seria discutirmos sobre o modo de obtenção de energia e quais os impactos causados ao meio ambiente, tanto biológico como social. De um modo geral, fizemos uma apresentação sobre várias maneiras de obtenção de energia no Brasil e seus impactos.
                No segundo passo, onde relacionamos os problemas ditos anteriormente com os de Ribeirão Preto, decidimos mudar um pouco o enfoque da pesquisa e nos aprofundarmos nos problemas respiratórios causados pela queima da cana-de-açúcar, umas das atividades predominantes em Ribeirão Preto.
                Pretendemos agora confeccionar um painel onde apontaremos as conseqüências das queimadas para a população, principalmente as relacionadas com saúde, além dos trâmites legais após a criação da Lei nº. 11.241/2002, cuja finalidade é a eliminação total da queima de canaviais no Estado de São Paulo. Esse painel será uma tentativa de informarmos às pessoas de nosso alcance quando e como agirem em casos de queimas ilegais.

                                                                              Renan Lopes Rodrigues
                                                                              Sabrina Mara Tristão