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quarta-feira, dezembro 14, 2011

Discentes: Layara Malvestio
Fernanda M. Beneduzi
Sabrina M. Tristão

LIMITES DE CAPACIDADE DE SUPORTE DO PLANETA

    Os limites de capacidade de suporte do planeta são aqueles necessários para o sistema se auto-renovar ou absorver as perdas, mas não apresenta limites estabelecidos e varia de acordo com a localização e o tempo.

    Devido a grande quantidade de variáveis é difícil estabelecer um critério de definição, podendo ser utilizada a distinção ente recursos renováveis e não renováveis, assim como o impacto ambiental, e a distribuição geográfica desses recursos. Segundo a UNESCO, ” Capacidade de suporte expressa o nível de população que pode ser suportado por um país em um dado nível de bem-estar. Mais precisamente pode ser definido como o número de pessoas compartilhando um dado território que podem, para o futuro visível, sustentar um dado padrão físico de vida, utilizando energia de outros recursos (incluindo terra, ar, água e minerais) bem como o espírito de iniciativa, competências e organizações. (...) É um conceito dinâmico que pode ser estendido ou restringido em várias maneiras: por mudanças em valores culturais, descobertas tecnológicas, melhorias no manejo agrícola ou sistemas de distribuição de terra, mudanças em sistemas educacionais, modificações de arranjos fiscais e legais, descobertas de novas fontes de minerais ou a emergência de uma nova vontade política. Nunca existe só uma solução para a equação população/recursos naturais, porquê não é a população em isolação que determina a pressão sobre recursos (e os efeitos ecológicos potencialmente associados) mas também consumo individual que por sua vez é determinado por sistemas de valores e percepções de estilos de vida.”(UNESCO, 1984 apud Hogan)

    É necessário avaliar se o meio ambiente suporta os impactos gerados pelas atividades humanas, incluindo as que possuem uma base renovável. Como os recursos se distribuem de forma desigual, para pensar a questão dos limites é preciso pensar nas condições locais.

    O crescimento populacional está diretamente ligado com a capacidade do planeta, pois a ele se deve o crescente consumo e a má utilização dos recursos e o aumento na demanda por alimentos, forçando assim a capacidade de suporte do planeta. A pressão demográfica já foi responsabilizada por todos os males do mundo moderno: desertificação, fome, esgotamento de recursos, degradação ambiental, etc. (Hogan, 1991, apud Brown et al., 1976). Mas para alguns autores, como Hogan (1991), esta problemática não é tão simples, e nem sempre o controle populacional é a única saída para os problemas ambientais, mas deve-se avaliar questões como migração, políticas públicas, ocupação do solo e distribuição de terras. Hogan cita o trabalho de Durhan (1979), que analisou um conflito em El Salvador e Honduras, onde o empobrecimento dos solos e a escassez de terras estavam inicialmente relacionadas à pressão demográfica, e constatou que na realidade, o fator chave deste conflito foi a substituição de uma agricultura de subsistência (milho e feijão) por uma agricultura de exportação (café e algodão) e a concentração de terras.

    A capacidade de suporte do planeta pode ser aumentada por meio de tecnologia mas, normalmente, isto acarreta a redução da diversidade biológica ou de serviços ecológicos.

    Como não está havendo um equilíbrio entre o nível de exploração dos recursos e a capacidade de suporte da Terra, observa-se uma crescente escassez de recursos naturais, que já não atendem por completo às necessidades humanas.

    Os grupos humanos constroem suas necessidades de modo diferenciado. Novas necessidades são criadas por meio do avanço do conhecimento e da tecnologia. O nível de consumo das pessoas é definido por uma série de variáveis como, por exemplo, a renda social e o local em que elas vivem. Dessa forma, não é possível generalizar o padrão de consumo para toda a população de um país. Vê-se hoje, s difusão acelerada do consumismo, o ato de comprar produtos e/ou serviços sem necessidade e consciência. É compulsivo, descontrolado e que se deixa influenciar pelo marketing das empresas que comercializam tais produtos e serviços. Deve-se lembrar que necessidade humana é tudo aquilo essencial para a sobrevivência do homem e sua plena realização pessoal, incluindo desde as necessidades fisiológicas às necessidades relacionadas com a vida em sociedade como status, por exemplo. Muitas vezes observa-se uma ligação entre consumismo e necessidades humanas. Entretanto, é possível satisfazer as necessidades humanas de forma consciente e controlada, ou seja, não consumista. Traçar o que é realmente necessário é uma tarefa complexa, tendo em vista que a sociedade moderna cria, cada vez mais, novas necessidades, que vão se alterando de acordo com o tempo e espaço.

    O desenvolvimento econômico nas formas capitalistas não condiz com o desenvolvimento sustentável, o seu processo se deu sem levar em conta a durabilidade dos recursos utilizados, sendo eles finitos, portanto sem considerar a capacidade de suporte do planeta que hoje se é analisada.

    Daly argumenta que no início da fase capitalista a “escala” de exploração dos recursos naturais era pequena o suficiente para que se pudesse considerá-los ilimitados. Mas hoje a situação é muito diferente pois o ser humano vem utilizando a natureza em uma “escala” muito maior, o que tem provocado os desequilíbrios ambientais globais atuais, como a diminuição da camada de ozônio, o efeito estufa, a poluição acima de parâmetros aceitáveis, a grande produção de resíduos sólidos, líquidos e gasosos que são decorrentes das opções tecnológicas atuais, etc. (Daly apud Denardin e Sulzbach) A noção de sustentabilidade implica uma necessária inter-relação entre justiça social, qualidade de vida, equilíbrio ambiental e a necessidade de desenvolvimento com capacidade de suporte.

Referências Bibliográficas:

Hogan, D. J. 1991. Crescimento demográfico e meio ambiente. Revista Brasileira de Estudos Populacionais,n. 8.

Denardin, V. F. e Sulzbach, M. T. Capital Natural na Perspectiva da Economia.





Educação Ambiental e Eu

      Educação Ambiental, para mim, é um processo de formação pessoal no qual o indivíduo compreende os processos naturais que acontecem no planeta, bem como as relações entre os seres vivos e o meio no qual vivem, se percebendo como um destes seres vivos. A educação ambiental nos leva a refletir sobre como está sendo a nossa postura perante o planeta, nos levando a escolher modos de vida e atitudes menos lesivas ao meio e à grande teia planetária, da qual somos parte. Trabalhar com Educação Ambiental é de extrema importância, principalmente nos tempos em que vivemos, de tantos abusos contra a natureza e sua capacidade de suporte, para propagarmos idéias e práticas de respeito à natureza, fazendo-a valer por seu valor intrínseco. Me identifico bastante com a proposta da EA. Trabalho principalmente com crianças, e me é fonte de imensa alegria presenciar o contato delas com mata, cachoeira, macacos, cotias, e perceber seu encantamento natural, que neste momento também se faz meu, pela natureza e pelas crianças.


                              Fernanda Meneguzzo Beneduzi

domingo, dezembro 11, 2011

Caminho até Ítaca

    Após termos preparado uma apresentação para melhor desenvolvimento da noção do que o problema local escolhido por nós engloba e as nossas propostas de ação, apresentamos o seminário para a turma juntamente dos outros grupos que também expuseram problemas ambientais significativos que assolam a cidade de Ribeirão Preto.
     Ao final de todas as apresentações, discutimos a respeito da grandiosidade dos problemas e como eles não estão firmados em um só fator, mas envolvem diversos setores da sociedade, sedo falhas educacionais, sociais, políticas e técnicas. 
     Deparando-nos com tal complexidade, acabamos por nos sentir pequenos em relação ao gigantismo dos problemas, por estarmos tateando as falhas que são apenas a ponta de todo um desenho firmemente traçado, levando-nos a sentir as nossas mãos algemadas por o problema todo parecer inatingível e de impossível solução. Mas paralelamente a esse embate, o inconformismo e a vontade de fazer algo e não sermos coniventes com essa realidade problemática ainda se mostrava mais forte.
    Um dia estávamos buscando algumas poesias e encontramos uma que nos levou a refletir mais a respeito dessa situação:


ÍTACA 

Se partires um dia rumo a Ítaca, 
faz votos de que o caminho seja longo, 
repleto de aventuras, repleto de saber. 
Nem Lestrigões nem os Ciclopes 
nem o colérico Posídon te intimidem; 
eles no teu caminho jamais encontrará 
se altivo for teu pensamento, se sutil 
emoção teu corpo e teu espírito tocar. 
Nem Lestrigões nem os Ciclopes 
nem o bravio Posídon hás de ver, 
se tu mesmo não os levares dentro da alma, 
se tua alma não os puser diante de ti.
Faz votos de que o caminho seja longo. 
Numerosas serão as manhãs de verão 
nas quais, com que prazer, com que alegria, 
tu hás de entrar pela primeira vez um porto 
para correr as lojas dos fenícios 
e belas mercancias adquirir: 
madrepérolas, corais, âmbares, ébanos, 
e perfumes sensuais de toda a espécie, 
quanto houver de aromas deleitosos. 
A muitas cidades do Egito peregrina 
para aprender, para aprender dos doutos.
Tem todo o tempo Ítaca na mente. 
Estás predestinado a ali chegar. 
Mas não apresses a viagem nunca. 
Melhor muitos anos levares de jornada 
e fundeares na ilha velho enfim, 
rico de quanto ganhaste no caminho, 
sem esperar riquezas que Ítaca te desse. 
Uma bela viagem deu-te Ítaca. 
Sem ela não te ponhas a caminho. 
Mais do que isso não lhe cumpre dar-te.
Ítaca não te iludiu, se a achas pobre. 
Tu te tornaste sábio, um homem de experiência, 
e agora sabes o que significam Ítacas.

Konstantinos Kaváfis


     Ítaca faz parte das ilhas gregas na região do mar Jônio e era conhecida por ser uma área de difícil localização que muitos almejavam alcançar, e até hoje não se sabe ao certo aonde ela era realmente localizada.
      Como a tão almejada Ítaca são alguns desses problemas que parecem inatingíveis, mas como Kavafis disse, "Faz votos de que o caminho seja longo..." pois ao termos focalizado um problema e mantivermos a nossa mente em alcançá-lo, durante o longo caminho conheceremos muito, aprenderemos diversas lições, solucionaremos problemas menores envolvidos no processo, ajudaremos muitas pessoas e presaremos pela natureza. E se algum dia chegarmos a alcançar o nosso foco principal (por que não?) pode ser que não seja tão majestoso como imaginávamos, pois o que mudou não foi o alvo, mas sim nós mesmos ao termos nos tornado mais sábios no processo.
     Porém, se não conseguirmos chegar onde queríamos, tudo foi válido pois muitas vezes o que importa não é chegar mas sim o caminho percorrido.

Gabriela Cristina Sganzerla

quarta-feira, dezembro 07, 2011

Reflexões sobre EA


  • Existem atividades econômicas que não causam impacto na natureza?
  • Qual a viabilidade do desenvolvimento sustentável como meio de manter o bem-estar e a qualidade de vida da sociedade em geral?
  • É possível citar exemplos locais ou regionais? Quais?

         Não acho que existam atividades econômicas que não causem impactos na natureza, pois qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas resultante das atividades humanas pode ser considerada como sendo um impacto ambiental. E as atividades econômicas ocorrem por meio de um produto que é extraído, transformado e distribuído, levando a um acúmulo de riquezas. Essa extração de materia prima para a geração de um produto é feita da natureza. Portanto, toda atividade econômica causa impacto no meio ambiente devido à dependência do produto para o funcionamento da atividade econômica.
        O desenvolvimento sustentável é um meio eficaz de se manter o bem estar e qualidade de vida da sociedade, pois busca relacionar a economia com o ambiente, com o fim da obtenção de riquezas de uma forma que promova a equidade e justice social, havendo uma distribuição a todos os setores da sociedade buscando melhorar a qualidade de vida da população, e isso remete à preservação do meio ambiente, já que dependemos dele para a nossa sobrevivência.

Gabriela C. Sganzerla


Acredito que não existam atividades econômicas que não causem impactos na natureza. Por menores que sejam, alguns impactos sempre existirão. E acredito também que esses impactos (poluição, degradação, entre outros) sejam causados por não haver investimentos do setor econômico a fim de evitá-los ou pelo menos amenizá-los. Esse investimento não ocorre, porque dele não se obtém um retorno imediato, que é o que a economia procura. Por exemplo, sai muito mais barato para uma industria não tratar seus resíduos e despejá-los diretamente nos rios do que tratá-los. O problema desse pensamento é que em longo prazo os prejuízos serão maiores do que os “prejuízos” que a industria teria na redução desses impactos.        
O desenvolvimento sustentável é, na minha opinião, a melhor alternativa para conciliar o bem-estar e a qualidade de vida da sociedade e o desenvolvimento econômico. É viável a partir do momento em que haja interesse tanto do setor político e econômico quanto do social e haja também um acordo entre eles.

Julia P. de Oliveira


Não acredito existir atividades econômicas que não causem impacto ambiental, se sim as desconheço. Nos modos de nossa economia, todas as atividades ocorrem em detrimento dos recursos naturais, o único que se pode fazer é amenizar esses impactos, com a utilização mais consciente dos recursos.
       
      O desenvolvimento sustentável, que tem como definição, desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações, tem sido uma das consideradas alternativas para um desenvolvimento sem esgotamento dos recursos.
      É um objetivo de difícil alcance, mas talvez seja a única forma de se manter o bem estar e o desenvolvimento que tanto almejamos, pois exige uma mudança na forma de utilização dos recursos naturais.
        Encontrei na região de Ribeirão Preto exemplos de incentivo ou tentativo de um desenvolvimento sustentável, como aquele presente no Plano Plurianual de Ribeirão Preto – 2010/2013, que visa o desenvolvimento sustentável da cidade com Ações e Projetos como: Esgoto Tratado, Lixo Mínimo, mata Ciliar, Arborização urbana, Educação Ambiental, Habitação sustentável, uso da água entre outros; destes apenas o esgoto tratado sei que é colocado em pratica.
Layara L. Malvestio

       Acredito que dizer que existe uma atividade econômica que não cause impacto a natureza, seria ingenuidade e precipitação de minha parte, já que eu penso que as atividades humanas a partir do momento que a chamamos de econômica, que são praticadas em larga escala, visam o mercado consumidor e o lucro elas causam de algum jeito impacto no ambiente já que na maioria dos casos os recursos são retirados em uma quantidade maior do que o necessário para suprir a necessidade da população que consome mais do que precisa e desperdiça grande parte do que produz. Penso também que atualmente a quase totalidade dessas atividades, por mais sustentáveis que tentem ser iram trazer algum prejuízo ou desequilíbrio para o ambiente já que é preciso suprir a necessidade da população mundial. Além dos recursos explorados estão longe do que a própria natureza consegue repor, sem falar no subproduto e nos resíduos gerados durante a cadeia produtiva.
 Se levarmos em conta que desenvolvimento sustentável é a tentativa de aliar crescimento/ desenvolvimento mais diminuição dos impactos ambientais através de alternativas podemos dizer que ele é viável porem com restrições.
- seria necessário uma mudança na visão do homem dentro da natureza, isso através do despertar e informar na educação sobre o ambiente e  como estamos relacionados com ele.
-Envolvimento maciço da população na luta pelo direito a ambiente conservado e bem cuidado como diz a lei.
Lívia Maria Michelassi Da Silva


quinta-feira, novembro 17, 2011

Minhas reflexões sobre EA

     A Educação ambiental, como eu a entendo, é uma areá do conhecimento que auxilia na formação de cidadãos assim como todas as outras áreas, porém tem a intensão principal de fazer com que cada individuo olhe, pense criticamente e seja capaz de compreender : como se dão as relações (econômicas,politicas,socias e etc...) entre o ser humano, o ambiente em que vive, seja ele natural ou criado ( artificial ou alterado),e a sociedade como um todo. Assim esperasse que cada pessoa seja capaz de auxiliar na resolução de problemas que estão diretamente relacionados como o seu cotidiano, podendo eles ser ambientais, ou mesmo políticos. Sendo então a EA uma interface entre as ciências naturais e humanas e que pode ser a área de atuação de diferentes profissionais.
     Os estudos em EA são importantes, pois é preciso buscar formas de se fazer com que os pensamentos e as reflexões produzidos por essa áreas possam ser colocados em prática, através ações concretas e possam transformar a sociedade. Mas mesmo assim a EA não é capaz de atuar sozinha na busca pela transformação do coltivo é preciso que ela atue em conjunto com a educação básica, com os formadores de opinião, com a imprensa e os profissionais dessas áreas.
     Eu me identifico com a proposta da Educação Ambiental,mas acho que não seguiria essa área (pelo menos por enquanto) ou talvez fosse por um caminho mais prático (questão de gosto) na áreas de ecologia ou algo do tipo, mas entender sobre a EA e fazer reflexões sobre os temas que a cerca é muito interessante e ajuda a olhar as coisas por outro ângulo....

                                                         Lívia Maria M. da Silva 
                                                  1º ano de Ciências Biológicas (2011)

quarta-feira, novembro 16, 2011

O indivíduo e a Educação Ambiental

   Infelizmente a Educação Ambiental não é de acesso a todos e a desinformação ou a falta de interesse pela mesma, de hoje contribui para que os objetivos almejados se distanciem, mas a EA através do trabalho com o individuo que passa a desenvolver senso critico, construindo novos valores sociais, possibilidades, conhecimentos e atitudes voltadas para a conservação do meio ambiente, com a prática da coletividade, se torna mais uma ferramenta que serve para interligar culturas, comportamentos e interesses de grupos sociais em busca de tais mudanças.
   E é neste momento onde a problemática ambiental é tão notada e o desenvolvimento sustentável é ansiado que vejo a importância da Educação ambiental, pois pode ser um dos movimentos socioambientais que temos dentro de uma instituição de ensino, que busca mobilizar indiretamente aquele que a permite, mesmo que seja apenas com pequenas mudanças de pensamentos. Não a vejo como uma maquina de solucionar problemas ou de fazer drásticas mudanças, mas sim como um pequeno pontapé para a transformação.
   Essas e outras razões me fazem acreditar na Educação ambiental, porque creio depender das pequenas melhorias, as grandes mudanças e ser possível uma melhor qualidade de vida com o que possuímos, se o individuo aprender a cuidar do coletivo (ambiente). 

Layara Luana Malvestio 

Educação Ambiental: uma quebra de paradigmas

Educação Ambiental é uma proposta integralizadora dos âmbitos que cercam a vida das pessoas com o objetivo de discuti-los e pensá-los, de forma a melhorar a relação do homem com o mundo, sustentavelmente. Daí está a importância de se trabalhar com E. A., pois até mesmo nas pequenas ações cotidianas as pessoas podem contribuir para uma vida melhor, seja em sua família, comunidade, cidade e assim por diante.
Dessa forma, me identifico com a proposta de E. A., pois acredito que é possível melhorar as condições sociais, econômicas e naturais que vivemos no presente para a busca de um futuro melhor, desde que cada cidadão se enxergue como parte integrante dos problemas ambientais atuais e faça a sua parte. Acredito que essa conscientização é capaz de quebrar paradigmas e é um dos instrumentos chaves da Educação Ambiental.
                                                                                    Sabrina Mara Tristão

terça-feira, novembro 15, 2011

EA x Narcisismo

                A vida, de uma forma simplista, é composta e estabelecida por relações, não sendo um fator isolado, mas uma soma de diversos elementos que interagem entre si formando uma rede complexa. Os animais - não separando o homem de ser caracterizado como pertencente a esse reino, pois muitas vezes é excluído por nós de maneira inconsciente do mundo animal, devido à falsa idéia de ser merecedor de destaque especial - e as plantas interagem entre si, e estes interagem com o meio. Essas interações desenvolvem relações específicas, assim denota-se uma interdependência entre todas as peças dessa rede natural. Ou seja, o meio ambiente, no qual estamos inseridos, mostra-se como um alvo importante a ser analisado e estimado, com o fim de ser preservado.
                Hoje, pôde-se concluir que os seres humanos, se comparados com o restante das espécies existentes, são, em número, de pequena significância. Porém, apesar de tal pequenez em relação às outras espécies, o homem tem degradado significativamente o ambiente que o cerca para benefício próprio, destruindo espécies que são vitais para os ecossistemas do qual ele mesmo depende para a própria sobrevivência.
                Neste quadro preocupante, constitui-se a Educação Ambiental, como uma forma abrangente de educação que visa atingir todos os cidadãos procurando desenvolver uma consciência crítica, tanto sobre a problemática ambiental como sobre diversos outros assuntos que nos são expostos na rotina e não paramos para pensar. Além disso, a EA mostra-se como sendo uma área multidisciplinar, dotando-a de características singulares, já que diversas áreas do conhecimento se unem, dando as suas diferentes contribuições, com o propósito de informar a população a respeito do dano grave – muitas vezes irreversível- que a ambição humana está acarretando ao ambiente, com o fim de construir pessoas que prezem pelo nosso bem natural, e com isso, também tentar remediar os danos já causados.
                Na sociedade capitalista em que vivemos, a competição nos sufoca e o foco da nossa vida é totalmente direcionado para o nós mesmos. Preocupamos-nos em sermos os melhores estudantes para estudarmos na universidade mais renomada, termos o melhor emprego para ganharmos muito dinheiro e satisfazer todos os nossos desejos egoístas, ou seja, grande parte do que pesamos, almejamos e estimamos é baseado no “eu”.  Esse individualismo excessivo é inerente ao ser humano e é descrito desde muito tempo, como foi feito pelos gregos através do mito de Narciso, simbolizando a vaidade e o culto à própria imagem. Com isso, surgiu o termo “narcisismo”, que caracteriza bem a tendência da nossa sociedade.  Por causa dessa realidade inconscientemente presente em muitos de nós, eu acho que a EA é muito importante, pois ela faz com que o foco inteiramente voltado para o nosso eu, seja direcionado também, para outras questões que transpassam o nosso umbigo. Leva-nos a pensar que o egoísmo tem levado o homem a depredar o meio ambiente de uma maneira extrema e imprópria, e que a natureza, além do seu valor econômico, possui o seu valor intrínseco.

Gabriela Cristina Sganzerla


Narciso contemplando a própria imagem.
























segunda-feira, novembro 14, 2011

Trabalhando com a Educação Ambiental

            Educação ambiental é a mobilização social em torno da conservação da natureza, que busca o equilíbrio entre o desenvolvimento social e condições ambientais estáveis.
            É através dessa participação e ideia social que instrumentos de ações ambientais são vistos, estudos, trabalhos e encontram inícios ou até completas soluções.
            O desenvolvimento tecnológico crescente nas últimas décadas acarreta uma degradação ambiental que hoje se apresenta como uma enorme crise social, econômica e política. Será com a EA que problemas de vários âmbitos (educativo, ambiental, social, etc) poderão desenvolver soluções pela participação dos cidadãos e da sociedade...
            Vejo ainda a EA como a problematização e a saída do caos atingido há poucos anos pela sociedade contemporânea tecnológica, e isso é algo complexo visto que o buraco é sempre muito mais em baixo do que imaginamos. Busco então, aprendendo sobre e refletindo com a Educação Ambiental, encontrar soluções viáveis  e pequenas de início para que a multiplicação de ideias e adesão destas por várias pessoas aumente o horizonte das proposições, as quais são a melhoria do estado do meio ambiente que engloba o nosso meio de vida.
Vanessa Elisa Pinheiro1°ano do curso de Ciencias Biológicas - USP RP

EA: composta e concreta

      Educação Ambiental é um termo composto. Composto de duas palavras que, por si só, já possuem um amplo significado: educação e ambiental, que deriva de ambiente. A educação é uma ferramenta, inventada pelo Homem, utilizada para melhorar e auxiliar nas relações, almejando um convívio saudável entre as pessoas. Ambiente é tudo o que está ao redor. É o local onde as pessoas praticam (ou deixam de praticar) a educação. Porém, ambiente não é uma palavra cujo sentido se restringe ao Homem. Há os ditos "ambiente natural" e "ambiente construído" (que na minha opinião, não deixa de ser um ambiente natural, já que o Homem, que o constrói, faz parte da natureza). O termo Educação Ambiental também é composto de um amplo significado, que vem sendo debatido, pensado, estudado e construído.
      Educação Ambiental é uma área que está sendo moldada, mas que, ao mesmo tempo, não possui um molde específico. É um conceito que abrange diversas disciplinas, tendo um amplo alcance, desde questões mais particulares até questões que influenciam globalmente.
      Além de ser um termo composto, é um termo - que pretende ser - concreto. Concretizar e repassar as ações de Educação Ambiental são o intuito dos que trabalham nessa área. Mas no que consistem essas ações? 
     As ações de Educação Ambiental visam melhorar a qualidade de vida da população, adequar as relações entre elas e o ambiente no qual vivem, diminuindo ao máximo os impactos ambientais e os impactos na vida das pessoas.
      Posso dizer que me identifico com a área, já que acho importante esse ato de, antes de tudo, informar. Informar sobre porque não se pode fazer ou deixar de fazer algo, por exemplo, ao invés de apenas repreender, tendo em vista que a informação caminha lado a lado com a educação. 

Julia  P. de Oliveira

domingo, novembro 13, 2011

Pensamentos sobre EA

        Depois de três meses lendo textos sobre EA, posso concluir que esta não é uma proposta com o qual me identifico. Digo isso pelo caráter educacional envolvido no processo, onde temos que, com uma visão científica acerca da melhoria do meio ambiente, transmitir informações e explicações de como trazer benefícios às pessoas afetadas por um problema ambiental ou as que o acarretam. O fato de ter que convencer alguém a mudar seus hábitos, algumas vezes gerados pelo capitalismo e outros pela falta de informação, é algo que não me agrada, algo que não tenho prazer em fazer. Mesmo assim não tiro a importância atrelada a essa ação, muito pelo contrário, até exalto as pessoas que se dedicam a isso, pois trabalhar com a cultura de uma determinada comunidade não é nada fácil!
        Falei, falei e falei, mas não disse o que a EA representa para mim. No meu ponto de vista, EA é o processo no qual uma informação é transmitida a uma determinada pessoa ou comunidade tendo em vista uma melhora para o meio ambiente, que seria as relações das plantas e animais com o meio e entre si, não descartando o ser humano. É por isso que a EA é tão importante, pois tenta buscar uma condição de vida melhor a todos os integrantes do meio afetado, cujo desequilíbrio poderia causar um impacto não local, mas global.

Renan Lopes Rodrigues
1ºano de Ciências Biológicas – USP RP