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terça-feira, janeiro 10, 2012
quinta-feira, dezembro 15, 2011
quarta-feira, dezembro 14, 2011
terça-feira, dezembro 13, 2011
Materiais interessantes
Aí vai a dica de um livro muito interessante chamado “Investigando a Biodiversidade: guia de apoio aos educadores do Brasil”, traz diversas propostas que auxiliam os professores a tratar sobre a importância da biodiversidade e a conservação ambiental em sala de aula.
Ele pode ser baixado em pdf. através do site www.conservacao.org , e muitos outros livros.
Outro material interessante é a cartilha "Diálogos sobre biodiversidade: construindo a estratégia brasileira para 2020", disponibilizado abaixo.
Um outro material muito legal e criativo é uma cartilha feita em forma de poesia a respeito dos danos dos agrotóxicos não só à natureza, mas também ao ser humano.
Ele pode ser baixado em pdf. através do site www.conservacao.org , e muitos outros livros.
Outro material interessante é a cartilha "Diálogos sobre biodiversidade: construindo a estratégia brasileira para 2020", disponibilizado abaixo.
Um outro material muito legal e criativo é uma cartilha feita em forma de poesia a respeito dos danos dos agrotóxicos não só à natureza, mas também ao ser humano.
Cartilha cordel completa
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segunda-feira, dezembro 12, 2011
Documentários
Documentários interessantes para a reflexão de como o homem pode intervir de maneira depredatória e descontrolada, se movido somente pela ambição.
(EUA, 2009, 92 min. - Direção: Louie Psihoyos)
Link para baixar: http://docverdade.blogspot.com/2010/07/cova-cove-2009.html
(União Européia, 2009, 93 min. - Direção: Yann Arthus-Bertrand)
Link para baixar:http://docverdade.blogspot.com/2009/09/home-2009.html
(Grã-Bretanha, 2002 - Direção:Adam Curtis)
domingo, dezembro 11, 2011
Caminho até Ítaca
Após termos preparado uma apresentação para melhor desenvolvimento da noção do que o problema local escolhido por nós engloba e as nossas propostas de ação, apresentamos o seminário para a turma juntamente dos outros grupos que também expuseram problemas ambientais significativos que assolam a cidade de Ribeirão Preto.
Ao final de todas as apresentações, discutimos a respeito da grandiosidade dos problemas e como eles não estão firmados em um só fator, mas envolvem diversos setores da sociedade, sedo falhas educacionais, sociais, políticas e técnicas.
Deparando-nos com tal complexidade, acabamos por nos sentir pequenos em relação ao gigantismo dos problemas, por estarmos tateando as falhas que são apenas a ponta de todo um desenho firmemente traçado, levando-nos a sentir as nossas mãos algemadas por o problema todo parecer inatingível e de impossível solução. Mas paralelamente a esse embate, o inconformismo e a vontade de fazer algo e não sermos coniventes com essa realidade problemática ainda se mostrava mais forte.
Um dia estávamos buscando algumas poesias e encontramos uma que nos levou a refletir mais a respeito dessa situação:
ÍTACA
Se partires um dia rumo a Ítaca,
faz votos de que o caminho seja longo,
repleto de aventuras, repleto de saber.
Nem Lestrigões nem os Ciclopes
nem o colérico Posídon te intimidem;
eles no teu caminho jamais encontrará
se altivo for teu pensamento, se sutil
emoção teu corpo e teu espírito tocar.
Nem Lestrigões nem os Ciclopes
nem o bravio Posídon hás de ver,
se tu mesmo não os levares dentro da alma,
se tua alma não os puser diante de ti.
repleto de aventuras, repleto de saber.
Nem Lestrigões nem os Ciclopes
nem o colérico Posídon te intimidem;
eles no teu caminho jamais encontrará
se altivo for teu pensamento, se sutil
emoção teu corpo e teu espírito tocar.
Nem Lestrigões nem os Ciclopes
nem o bravio Posídon hás de ver,
se tu mesmo não os levares dentro da alma,
se tua alma não os puser diante de ti.
Faz votos de que o caminho seja longo.
Numerosas serão as manhãs de verão
nas quais, com que prazer, com que alegria,
tu hás de entrar pela primeira vez um porto
para correr as lojas dos fenícios
e belas mercancias adquirir:
madrepérolas, corais, âmbares, ébanos,
e perfumes sensuais de toda a espécie,
quanto houver de aromas deleitosos.
A muitas cidades do Egito peregrina
para aprender, para aprender dos doutos.
Numerosas serão as manhãs de verão
nas quais, com que prazer, com que alegria,
tu hás de entrar pela primeira vez um porto
para correr as lojas dos fenícios
e belas mercancias adquirir:
madrepérolas, corais, âmbares, ébanos,
e perfumes sensuais de toda a espécie,
quanto houver de aromas deleitosos.
A muitas cidades do Egito peregrina
para aprender, para aprender dos doutos.
Tem todo o tempo Ítaca na mente.
Estás predestinado a ali chegar.
Mas não apresses a viagem nunca.
Melhor muitos anos levares de jornada
e fundeares na ilha velho enfim,
rico de quanto ganhaste no caminho,
sem esperar riquezas que Ítaca te desse.
Uma bela viagem deu-te Ítaca.
Sem ela não te ponhas a caminho.
Mais do que isso não lhe cumpre dar-te.
Estás predestinado a ali chegar.
Mas não apresses a viagem nunca.
Melhor muitos anos levares de jornada
e fundeares na ilha velho enfim,
rico de quanto ganhaste no caminho,
sem esperar riquezas que Ítaca te desse.
Uma bela viagem deu-te Ítaca.
Sem ela não te ponhas a caminho.
Mais do que isso não lhe cumpre dar-te.
Ítaca não te iludiu, se a achas pobre.
Tu te tornaste sábio, um homem de experiência,
e agora sabes o que significam Ítacas.
Tu te tornaste sábio, um homem de experiência,
e agora sabes o que significam Ítacas.
Konstantinos Kaváfis
Ítaca faz parte das ilhas gregas na região do mar Jônio e era conhecida por ser uma área de difícil localização que muitos almejavam alcançar, e até hoje não se sabe ao certo aonde ela era realmente localizada.
Como a tão almejada Ítaca são alguns desses problemas que parecem inatingíveis, mas como Kavafis disse, "Faz votos de que o caminho seja longo..." pois ao termos focalizado um problema e mantivermos a nossa mente em alcançá-lo, durante o longo caminho conheceremos muito, aprenderemos diversas lições, solucionaremos problemas menores envolvidos no processo, ajudaremos muitas pessoas e presaremos pela natureza. E se algum dia chegarmos a alcançar o nosso foco principal (por que não?) pode ser que não seja tão majestoso como imaginávamos, pois o que mudou não foi o alvo, mas sim nós mesmos ao termos nos tornado mais sábios no processo.
Porém, se não conseguirmos chegar onde queríamos, tudo foi válido pois muitas vezes o que importa não é chegar mas sim o caminho percorrido.
Gabriela Cristina Sganzerla
sexta-feira, dezembro 09, 2011
Biodiversidade e o Novo Código Florestal
Pesquisa sobre interface entre plantas e animais é central para conservar biodiversidade, diz pesquisador
09/12/2011
Por Fábio de Castro
Agência FAPESP – Estudar a interface entre plantas e animais é fundamental para compreender e conservar a biodiversidade da Terra, já que o sistema formado pelas espécies vegetais e os animais que delas se alimentam – em especial artrópodes – corresponde a mais da metade de diversidade biológica existente. Mas, enquanto as pesquisas nessa área são trabalhosas e avançam lentamente, o ritmo de degradação ambiental e a perda de biodiversidade tende a se acelerar.
A análise foi feita pelo professor Thomas Lewinsohn, do Departamento de Biologia Animal da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) durante o último dia do South American Compositae Meeting. A reunião internacional encerrada na última quarta-feira (7//12) teve como objetivo apresentar os mais recentes desenvolvimentos na sistemática, biogeografia, evolução e conservação de Compositae na América do Sul.
Compositae é a maior família de plantas existente, também conhecida com Asteraceae. Suas quase 30 mil espécies, espalhadas em todos os continentes, nos mais variados biomas, têm um papel importante em inúmeros ecossistemas e alto interesse econômico. A família compreende espécies de plantas conhecidas como o girassol, a alface, a margarida e o crisântemo e se caracteriza por possuir inflorescências em capítulos – um conjunto de flores reunidas em um receptáculo comum.
De acordo com Lewinsohn – que estuda desde a década de 1980 a interface entre Compositae e insetos endófagos que se desenvolvem no interior dos capítulos – a revisão do Código Florestal brasileiro, aprovada no Senado na última terça-feira (6/12), poderá contribuir para a perda de biodiversidade, atingindo particularmente o sistema que envolve essa família de plantas. A revisão do código vem sendo criticada pela comunidade científica paulista, que já a classificou como o mais grave retrocesso ambiental em meio século .
“Determinadas áreas deverão ser mais sacrificadas por essas mudanças no Código Florestal. Áreas consideradas muito vulneráveis, que são protegidas pela versão ainda existente do código, que está sendo modificada, incluíam topos de morros, áreas em cotas acima de 600 metros, áreas com grande declividade, áreas inundáveis, dunas, restingas e áreas costeiras. As Compositae estão presentes exatamente nesses locais”, disse Lewinsohn à Agência FAPESP.
A legislação continuará protegendo essas áreas, segundo Lewinsohn, mas abrirá exceção para situações consolidadas. “Situação consolidada é o novo eufemismo para situação ilegal. Uma das coisas que o novo código está fazendo é legalizar ocupações urbanas e ocupações de culturas em áreas de grande risco e áreas vulneráveis. São situações ilegais que se tornaram um fato consumado. Em vez de resolver o problema, legaliza-se o incorreto. A sinalização que foi dada é: continue infringindo a lei e aguarde a próxima anistia”, afirmou.
Os estudos sobre a interface entre plantas e animais, segundo Lewinsohn, ajudam a entender a importância da conservação da biodiversidade. Por essa interface, segundo ele, passam diversos processos são importantes para a manutenção dos ecossistemas e que acabam afetando diretamente a qualidade de vida humana e a capacidade de obter recursos naturais de interesse.
“Como consumidores de plantas, somos concorrentes diretos dos herbívoros. É preciso conhecer a concorrência e entendê-la, porque muitas vezes perdemos as lutas. O consumo de plantas por animais herbívoros é um dos principais problemas que existem permanentemente na agricultura”, disse.
A inserção de produções de interesse humano nos sistemas naturais deve ser feita com base científica, segundo Lewinsohn, pois esses sistemas frequentemente fornecem o que hoje se chama de serviços ecológicos, como, por exemplo, parasitos que ajudam a controlar pragas, ou animais polinizadores.
“Além do valor econômico das espécies de Compositae, elas são plantas importantíssima para a alimentação de abelhas de mel. A produção de mel e de própolis é fortemente dependente da diversidade de plantas dessa família. As abelhas, por outro lado, são polinizadoras. Se perdermos um elo dessa cadeia, vamos afetá-la inteiramente. Muitas vezes só descobrimos esses efeitos da pior maneira possível, quando o sistema foi destruído e nos damos conta dessas consequências indiretas em cascata”, explicou.
Em seus estudos, Lewinsohn tem produzido listas de espécies de insetos associados a determinadas espécies de Compositae. Os dados obtidos entre 1995 e 2005 em quatro regiões – Serra Gaúcha, Cerrados de São Paulo, Serra da Mantiqueira e Serra do Espinhaço – incluem amostras de 535 espécies de plantas e mais de 3 mil amostras de artrópodes. A análise permitiu montar uma lista de espécies relacionadas entre si, desvendando a dinâmica das interações. A lista, no entanto, está longe de ser exaustiva.
“Começamos por um trabalho de prospecção das espécies existentes no campo e depois passamos para a coleta do material e armazenamos os capítulos. É um trabalho extenso e levamos 10 anos para conseguir uma primeira lista de espécies. Trata-se de um quebra-cabeça gigantesco”, afirmou.
A partir desse tipo de levantamento, os cientistas podem tentar responder inúmeras perguntas científicas, segundo Lewinsohn: por que algumas espécies são mais associadas entre si? Qual a congruência entre o conjunto de hospedeiros dos mesmos insetos? Por que certas plantas suportam comunidades mais diversificadas que outras? Que características evolutivas estão associadas a essas condições? A grande separação entre elas seria a relação entre a presença no espaço e a filogenética comum?
“Nosso objetivo é acoplar a filogenia de animais às filogenias de plantas. No entanto, existem alguns gargalos para esse tipo de estudo. As dificuldades técnicas, ligadas principalmente à análise de DNA, estão sendo superadas em uma velocidade espantosa. Mas o principal obstáculo consiste em obter informação eficiente de campo. Trata-se de uma informação simples: quais são as espécies e onde elas estão. Algo que sabemos como fazer, mas que requer um volume impressionante de trabalho e, por isso, grande quantidade de pessoas”, afirmou.
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